09 julho 2009

A Arte da Frustração


Por: Daniel Liberato

Vivemos em tensão entre o triunfo e o desastre. Entre começar e ainda não ter chegado ao fim. Não temos a certeza que as nossas decisões nos levarão ao sucesso. Esta é uma das maiores fontes de ansiedade e apreensão para nossas vidas. Mas podemos aprender a lidar com isto através do exemplo do apóstolo Paulo.
Paulo escreveu aos filipenses: "Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a estar contente com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece".
Contente é a palavra chave. Em grego autarkeia. Um termo não religioso, ou seja, "secular". Na literatura antiga costumava ser utilizado pelos estóicos - com os quais Paulo estava familiarizado. O Estoicismo, cujo fundador foi Zenão de Cício (Chipre), filósofo grego, que aconselha a indiferença e o desprezo pelos males físicos e morais. Autarkeia significa auto-suficiência, competência, domínio próprio. O lêxico grego define como: "o estado de alguém se sustentar sem o auxílio de outros". Esta era uma das características prediletas dos estóicos.
Porém, Paulo emprega um significado diverso. Acrescenta a dimensão "de Deus". Ele cita este termo mais duas vezes. Aos coríntios escreveu: "E Deus pode dar muito mais do que vocês precisam para que vocês tenham sempre tudo o que necessitam e ainda mais do que o necessário para fazerem todo tipo de boas obras." (2 Co 9.8). E a Tímoteo escreveu: "De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento" (1 Tm 6.6). Nestes textos Paulo diz que por causa de Cristo ele tem aprendido a estar contente.
Portanto a autarkeia - esta capacidade centrada em Deus de administrar situações, de resistir, de estar contente em qualquer situação - dá substância ao viver diário. "Autarkeia" dá sentido às pessoas de todos os segmentos da vida, sejam programadores de computador, estudantes, motoristas de táxi ou operadoras de telefonia. Ou ministros cristãos, como Paulo.
E de onde Paulo fala isto? De uma confortável poltrona, ou de um sala de estudos? Não. Paulo escreveu da cela de uma prisão, em sua primeira viagem a Europa, quando se vê acusado injustamente em Filipos. E isto acontece com as pessoas todos os dias. Com o atleta impedido de competir por causa de uma contusão. Ou com o pastor cujas novas idéias para adiministração da igreja são atiradas pela janela por um conselho insensível. Quem opera orientado por um objetivo, uma visão de longo prazo, aprende a recuar e analisar os próprios fracassos.
Paulo nos mostra que uma derrota não é o fim do mundo. Essa é a questão. Quando lhe arrancam das mãos seu triunfo, quando suas energias começam a acabar e as escoras que lhe servem de sustentação são removidas, quem você é?
Devemos encarar a adversidade como parte da vida. Mas, na prática, quando o sofrimento chega, o cristão (se tiver o mínimo de semelhança comigo) diz: "Por que eu? Por que isso tinha que acontecer? Não sou filho de Deus?" Encara o sofrimento como uma interrupção. Só depois que passa, ele consegue mais uma vez levar uma vida cristã "frutífera". Engano seu; o sofrimento é a vida cristã. Temos a tendência de considerar importantes somentes os momentos bons, de conquistas. Mas não é bem assim. Temos que acreditar, como Paulo, que Deus está operando quando nada parece acontecer.
Autarkeia. Aprenda a lição da suficiência bíblica, em piedade, e mantenha-se na pista do aprendiz - desenvolvendo uma estrutura que permaneça quando tudo à sua volta parecer ruir. Desse modo, cumpriremos o objetivo de nossa vida como um todo, qual seja, o de crescer à semelhança de Cristo.
O famoso poema de Rudyard Kipling recebeu o nome simples de If [Se] - mas poderia se chamar com igual propriedade, A Arte da Frustração, pois é uma demonstração do espírito resistente, perseverante, que devemos ter ante cada provação e desastre.

SE

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

(Baseado no cap.6 do livro "Dito e (ás vezes) feito" de Richards Bewes, Ed. Vida)

01 julho 2009

A ciência torna obsoleta a crença em Deus? (2)

Segue outro texto do Blog "Tubo de Ensaio" da série: A ciência torna obsoleta a crença em Deus?


A única mulher a responder à Big Question da Fundação John Templeton é um exemplo de que nunca é tarde para correr atrás daquilo que se quer: filósofa, ela só publicou seu primeiro livro quando já era quase sexagenária, e comprou briga com ninguém menos que Richard Dawkins, um ícone do ateísmo militante!

Mary Midgley: É claro que não

Midgley não se define como uma pessoa religiosa: para ela, muitas das doutrinas cristãs simplesmente não têm como entrar na cabeça de alguém culto. Ainda assim, ela discorda das visões de mundo que reduzem a religião a um punhado de cerimônias e tentativas de meter medo nos fiéis. E é justamente sobre visões de mundo que a filósofa se debruça em seu texto para a Templeton.
Visão de mundo, para Midgley, é um conjunto de afirmações essenciais que nós nem sempre percebemos conscientemente, mas que usamos o tempo todo para resolver nossos conflitos internos. A crença ou descrença em Deus é uma dessas afirmações que fazem parte da visão de mundo de cada um. Não é uma opinião científica, mas até aí muitas outras afirmações que compõem nossa visão de mundo também não são, e ela dá exemplos: que outras pessoas são seres pensantes, e não robôs; que elas têm pensamentos e sentimentos parecidos com os nossos; que a maior parte do que elas dizem é verdade; que a natureza como um todo continuará se comportando da mesma forma com que tem se comportado até agora. Muito disso envolve fé (não no sentido religioso da palavra). "Nós confiamos no mundo à nossa volta, e em sua relação conosco. Essa crença – essa fé – não é irracional. É, de fato, o fundamento da nossa racionalidade. Se começássemos a duvidar da veracidade ou da consciência alheia, ou da regularidade da natureza, não perderíamos apenas a ciência, mas também a sanidade", argumenta.
E, assim, Midgley chega à sua versão do suposto antagonismo entre ciência e religião: um choque entre visões de mundo, especialmente a baseada no cientificismo, que vem ganhando adeptos no Ocidente.
As visões de mundo religiosas podem se diferenciar em vários aspectos, mas se unem ao colocar o ser humano dentro de um contexto maior. O cientificismo busca, diz Midgley, procurar o sentido da vida na própria ciência. "É essa reivindicação do monopólio do significado, mais que alguma doutrina científica em particular, que faz ciência e religião parecerem adversários atualmente", afirma.
A seguir, Midgley faz uma descrição de como a visão de mundo científica foi se alterando com o tempo, inclusive graças a "profetas" como Comte, Marx e Freud, até Karl Popper sacudir a Filosofia da Ciência com suas teorias. Para o mundo físico continuava tudo bem, mas não para a Psicologia, até que o Behaviorismo tentou dar uma resposta, que Midgley rejeita.
Para os behavioristas, diz a filósofa, a Psicologia deve lidar apenas com o comportamento exterior observável, deixando de lado a questão da consciência. O problema, para Midgley, é que isso acabaria com algumas daquelas idéias que ela considera básicas: que os outros, "por dentro", são como nós. A conseqüência seria a confusão generalizada devido à impossibilidade de comunicação entre as pessoas.
Diz Midgley que, embora o behaviorismo tenha perdido espaço a ponto de se poder voltar a falar em consciência hoje, algumas teses continuam populares (e aqui ela aproveita para dar outra alfinetada em Dawkins). Para a filósofa, "continuamos inclinados a achar que qualquer discussão que não seja sobre verdades literais a respeito do mundo físico é anti-científica".
Qual a conclusão de Midgley? Parece ser muito coerente com a comparação feita por ela uma vez, segundo a qual a Filosofia é como o encanamento: você só presta atenção
quando algo começa a dar errado – os filósofos percebem as crises e sugerem meios de lidar com elas. Nesse sentido, ela sugere que usemos essa crise em específico (o aparente embate entre ciência e religião) para, se for o caso, refazer nossas visões de mundo para que elas tenham sentido.
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O verbete sobre Mary Midgley na Wikipedia está repleto de links para artigos de sua autoria, perfis publicados na imprensa, um resumo do quebra-pau com Richard Dawkins e resenhas de suas obras.


29 junho 2009

A ciência torna obsoleta a crença em Deus?

Segue um texto interessante que li no blog "Tubo de Ensaio" do jornalista Marcio Campos que tem como tema assuntos relativos a ciência e religião.
O presente texto faz parte de uma série de artigos sobre as respostas que 13 personalidades do mundo científico e religioso deram à Fundação John Templeton sobre a questão “A ciência torna obsoleta a crença em Deus?”.
A Fundação John Templeton, segundo a própria descrição do site, se dedica a "servir como catalisador filantrópico para descobertas nas áreas que envolvem as grandes questões da vida". E, felizmente, a entidade considera que a relação entre ciência e religião é uma dessas áreas. A fundação organiza coletâneas que pretendem trazer várias visões sobre uma determinada pergunta, uma "Big Question", e a mais recente foi esta que dá título a este post. No total, treze pessoas responderam, e a lista vai de expoentes do ateísmo militante, como Christopher Hitchens (autor de Deus não é Grande) a um cardeal católico, passando por clérigos de outras religiões, ganhadores de prêmio Nobel, astrônomos, médicos e filósofos. Ou seja, o leque é fenomenal.
Segue a resposta do ganhador do Prêmio Nobel de Física William Daniel Phillips.

William D. Phillips: De jeito nenhum!

William Phillips conquistou o Nobel de Física em 1997. Em 1997, William Daniel Phillips ganhou o Prêmio Nobel de Física com dois colegas por seu trabalho sobre o uso de luz para resfriar átomos de gases, diminuindo sua velocidade e permitindo que sejam melhor estudados. Mas, em vez de escrever uma resposta profundamente “científica”, Phillips optou por uma abordagem muito pessoal, e nem por isso menos eficaz. Eu, particularmente, me surpreendi positivamente com seu texto.

Primeiro, ele se descreve como um cientista "como qualquer outro": ele pesquisa, publica suas conclusões em revistas especializadas, apresenta seus trabalhos em congressos, orienta pós-graduandos. E, ao mesmo tempo, é uma pessoa de fé "como qualquer outra": vai à igreja, canta no coro, reza e participa das formações oferecidas por sua igreja (o texto não diz, mas Phillips é metodista, como seu pai; sua mãe era católica). E aí está a grande sacada: como a mídia costuma dar atenção aos extremos – seja religiosos fanáticos que desprezam a ciência, seja cientistas ateus que desprezam a religião –, passa batido o fato de que a maioria das pessoas é como Phillips, ou seja, concilia os dois tipos de conhecimento.

E o físico nos conta a chave para a conciliação: são duas perguntinhas. A primeira é Como eu posso acreditar em Deus? Para um cientista, isso é possível porque a existência (ou inexistência) de Deus não é algo que pode ser provado em laboratório. Afirmações científicas devem ser "desmentíveis" (ou seja, demonstradas como falsas por fatos), mesmo que ainda não o tenham sido. E Phillips nos lembra que todos nós, todo santo dia, fazemos afirmações que não são de caráter científico. "Lewis Hamilton dirigiu muito no domingo passado" ou "os caras do CQC são engraçadíssimos" (Phillips dá exemplos melhores, como "eu amo você"). E nem por isso dizemos que essas afirmações, por não terem caráter científico, não têm valor, ou seja, nas palavras do físico: "Ciência não é o único modo útil de ver a vida".

A outra pergunta é Por que eu acredito em Deus?, e seu olhar de físico entra em ação, ao perceber um mundo em que os fenômenos podem ser explicados por um conjunto de equações matemáticas, e um universo em que estrelas e planetas, bactérias e gente, nunca teriam surgido se qualquer variável fosse minimamente diferente. E isso é um indício de um Deus inteligente, mas Phillips não avança o sinal – a ordem do universo aponta para a existência de Deus, mas ela continua sendo questão de fé (se fosse cientificamente evidente, não precisaríamos de fé, concordam?). E Phillips tem outros motivos para crer, esses acessíveis para físicos e não-físicos: "creio em Deus porque posso sentir Sua presença em minha vida, porque posso ver a evidência da bondade divina no mundo, porque acredito no Amor e acredito que Deus é Amor."

E aqui o cientista demonstra uma grande humildade. Ele pergunta se acreditar faz dele uma pessoa (e um cientista) melhor que os outros. Como ganhador de Prêmio Nobel, Phillips podia simplesmente subir no pedestal e dizer "prestem atenção, eu sei do que estou falando". Mas, em vez de se comparar com seus colegas ateus, ele prefere se comparar a si mesmo: "eu tenho certeza de que a fé me faz melhor do que eu seria se não acreditasse." Está aí uma lição de vida muito interessante, de alguém que consegue conciliar um conhecimento científico impressionante e uma fé igualmente sólida.

23 junho 2009

Espadas são para matar

por John Piper
Tradução: Pr. Maurício Andrade

No tempo do Novo Testamento espadas não eram para cavar, raspar ou desossar. Elas existiam para matar. A única razão de Pedro só ter cortado a orelha de Malcon foi que ele errou (João 18.10).Mas Herodes não errou: “Ele matou Tiago, irmão de João, a espada” (Atos 12.2).
Muitos santos têm sentido a força completa da espada: “Eles foram apedrejados, cortados ao meio, mortos a espada” (Hebreus 11.37). Assim foi e assim será: “Se alguém matar a espada, a espada será morto” (Apocalipse 13.10).
É pra isso que existem espadas. Assim, quando Paulo chama a palavra de Deus de “espada do Espírito”, em Efésios 6.17, ele está sendo sério – alguma coisa deve ser morta. E não são pessoas. Nós, cristãos, não matamos pessoas para divulgar nossa fé; nós morremos para fazê-lo.
A ligação na mente de Paulo é esclarecida em Romanos 8.13.
Se, pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis.
A palavra de Deus é a espada do Espírito. A espada é para matar. E, pelo Espírito, nós matamos nossas obras pecaminosas. Assim, eu concluo que o modo como nós mortificamos nossos pecados é pela espada do Espírito, a palavra de Deus.
Todas as tentações para pecar têm poder pela mentira. Elas são “desejos enganosos” (Efésios 4.22). Elas nos dizem que o prazer do pecado vale a pena. O golpe mortal contra essas mentiras é o poder da verdade de Deus. Daí, a espada do Espírito, a palavra de Deus, é a arma a ser usada.
Como disse John Owen: “Mate o pecado, ou ele matará você”; É para isso que existem espadas, especialmente a Bíblia.

By John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org


Fonte: Blog da Editora Fiel

19 maio 2009

“Fé é a coragem de aceitar a aceitação”

Essa é a pergunta que faço aos cristãos. Vocês confiam no amor de Deus? Todos respondem que sim, que sabem disso há muito tempo. Aí, observe como vivem. Há tanto medo, tanta ansiedade, tanta raiva de si mesmos. A melhor definição de fé que já ouvi foi feita por Paul Tillich: “Fé é a coragem de aceitar a aceitação”. O que significa isso? Fé é um código para aceitar que Jesus conhece toda a história de minha vida, cada segredo, cada momento de pecado, vergonha, desonestidade e degradação em meu passado. Agora mesmo Ele conhece minha fé superficial, minha vida de oração frágil, meu discipulado inconstante, aproxima-se de mim e fala: “Desafio você a confiar. Confiar que eu o amo exatamente como você é e não como deveria ser, porque você nunca será como deveria ser”.
Minha percepção é que pensamos que, se deixarmos Deus livre em nossa vida, ele irá pedir demais de nós. Será que ele vai me mandar ficar 10 anos em Calcutá, com as missionárias de Madre Teresa? Será que vai me fazer ter câncer? Ele pode me mandar deixar minha esposa e ir viver sozinho numa caverna, pensando só nele. Esses temores malucos não têm nada a ver com o Deus verdadeiro, que se delicia com seu povo.
Para mim, é mais importante amar do que ser amado. Quando a pessoa ainda não teve a experiência de ser amada por Deus, do jeito que é e não como deveria ser, então amar os outros se torna um dever, uma responsabilidade, uma tarefa. Mas, quando aceito ser amado como sou, com o amor de Deus derramado em meu coração pelo Espírito Santo, então posso alcançar os outros com menos esforço.
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Brennan Manning
Entrevista ao site
"Cristianismo Hoje"


08 maio 2009

Para pensar ...

Então, digo a vocês: busquem a Deus, descubram-no e façam dele um poder em sua vida. Sem ele, todo nosso esforço é cinza e o nascer do sol, a noite mais escura. Sem ele, a vida é um drama sem sentido, no qual faltam as cenas decisivas. Mas com ele deixamos a fadiga do desespero e nos elevamos à alegria da esperança. Com ele, deixamos o desespero da meia-noite e alcançamos a alvorada da alegria. Agostinho tinha razão - fomos feitos para Deus e só teremos sossego quando encontrarmos descanso nele.

Martin Luther King, Jr.

05 maio 2009

Resultados

“Senhores, onde a verdadeira vida concedida pelo céu está presente, ali podem ser vistos os resultados... Se o amor de Cristo em nós não nos torna melhores do que os melhores homens mundanos, não demonstramos evidências de que experimentamos a obra renovadora de Deus, o Espírito Santo.”

Charles H. Spurgeon

24 abril 2009

Deles é o Reino dos Céus



Video sobre Logan Henderson, um jovem garoto de 13 anos, que vive no estado do Nebraska, que nos ensina muito sobre o sacrifício de Jesus na Cruz.

09 abril 2009

Comunidades da Graça vs. Comunidades do Desempenho (3)

Criando Comunidades da Graça

Tim Chester

Como podemos criar comunidades da graça? Deixe-me sugerir sete idéias:

1. Faça conexões
Precisamos ensinar, falar, cantar e orar graça. Mas precisamos também fazer conexões para as pessoas. Podemos crer na justificação pela fé para o último dia, mas duvidar da justificação pela fé para o dia seguinte. Na segunda de manhã, no local de trabalho ainda estamos tentando mostrar a nossa capacidade, encontrar identidade em nossas conquistas.

2. Dê boas-vindas ao caos
Dê boas-vindas a pessoas complicadas. Não reprima os conflitos. Não esconda os problemas.

3. Pare de fingir
Não esconda seus próprios problemas. Você precisará exercitar a discrição: deixe todo mundo saber que está em conflito e deixe algumas pessoas saber qual é o seu conflito.

4. Pare de representar
Não faça show. Não leve as pessoas a representar, a produzir resultados, a fazer tudo certo o tempo todo. Dê às pessoas permissão para falhar. Nós percebemos que, por exemplo, estudos bíblicos formais e orações eloqüentes privam os direitos das pessoas semi-analfabetas.

5. Coma e beba com pessoas discriminadas
Jesus come e bebe com pecadores. É uma poderosa expressão de comunidade. Pensamos que estamos promovendo graça se executamos projetos para os pobres, mas estamos apenas na metade do caminho. Continuamos a agir a partir de uma posição de superioridade, que somos capazes e eles não são. A dinâmica é totalmente diferente quando comemos juntos. Encontramo-nos como iguais, compartilhamos juntos, aceitamos uns aos outros, desfrutamos uns dos outros.

6. Dê às pessoas tempo para mudar
Quanto tempo você demorou para tornar-se perfeitamente como Jesus? Naturalmente, você ainda está mudando. Parece haver alguns pecados que estamos dispostos a trabalhar durante a vida toda, mas outros que exigimos mudança instantânea. Porque isto acontece? A resposta, obviamente, é que queremos que as pessoas sejam respeitáveis. Não queremos uma comunidade bagunçada.

7. Concentre-se no coração
Demasiadas vezes nos concentramos sobre os comportamentos que gostaríamos que as pessoas interrompessem ou iniciassem. Mas Jesus diz que o nosso comportamento vem do coração (Marcos 7:20-23). Nosso foco precisa estar no coração. Nosso trabalho é ajudar as pessoas a encontrar alegria em Cristo.

Fonte: Blog do Ministério “The Resurgence”
http://theresurgence.com/chester_creating_communities_of_grace

03 abril 2009

Comunidades da Graça vs. Comunidades do Desempenho (2)

Como Comunidades do Desempenho inibem missões

Tim Chester

Comunidades do Desempenho
  • As pessoas falam sobre graça, mas comunicam legalismo.
  • Incrédulos não se imaginam como cristãos.
  • Afastam pessoas feridas.
  • O mundo é visto como ameaçador e afastado.
  • A conversão é superficial – pessoas são intimadas a ter um comportamento respeitável.
  • As pessoas sofrem secretamente.
  • As pessoas vêem fé e arrependimento como ações que ocorrem na conversão.
  • O evangelho é para os incrédulos.
Comunidades da Graça

  • As pessoas podem ver a graça em ação.
  • Incrédulos sentem que podem fazer parte da comunidade.
  • Atraem pessoas feridas.
  • As pessoas são amadas como parceiros pecadores necessitados de graça.
  • Conversão é radical – pessoas são levadas a ter sentimentos transformados.
  • As pessoas são sinceras sobre os seus problemas.
  • As pessoas vêem fé e arrependimento como atividades diárias.
  • O evangelho é tanto para incrédulos quanto para os cristãos.

Fonte: Blog do Ministério “The Resurgence”

http://theresurgence.com/chester_how_communities_of_performance_impede_mission

02 abril 2009

Paul Washer - Não Conhecemos o Evangelho de Jesus Cristo

O REINO É SIMPLES!

Um convite à Doce Revolução... Vem e vê!

Caio Fábio (http://www.caiofabio.com/)

Artigo 1 – Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 – Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

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Amados, “nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.

O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho! E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”

Agora é com todo aquele que crê!

Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois, a única coisa que pode ajudá-la é justamente o ser deixada só.

Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas, dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse.

Sim! Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; posto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos.

Se alguém ouvir e crer; e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução.

Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas.

Nele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho.

Em amor.

A Mensagem Secreta de Jesus

Meu amigo Tony Campolo [...] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: "Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. [...] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida [...].

Quando saíram, Tony teve uma ideia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: "Surpresa! Surpresa!" - e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. [...] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor ideia de que Tony fosse um pregador. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. "Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo".

A Mensagem Secreta de Jesus,
Brian McLaren, ed. Thomas Nelson.
(Via: Blog Livros só mudam pessoas)

31 março 2009

Comunidades da Graça vs. Comunidades do Desempenho

Tim Chester

Fui convidado recentemente a falar sobre Comunidades da Graça. E então pensei: Qual é o oposto de uma comunidade da graça? E cheguei à conclusão que é uma comunidade do desempenho. Comunidades do desempenho podem falar muito sobre graça, mas avaliam o desempenho – cristãos que tem tudo resolvido, igrejas que caminham sem percalços, encontros perfeitos. E assim elas comunicam que o importante é que você aja corretamente.


Então, sua comunidade é uma comunidade do desempenho ou da graça? Faça o seguinte teste de diagnóstico:

Comunidades do desempenho

  • Os líderes mostram que tem todas as respostas.
  • A congregação parece respeitável.
  • As reuniões devem ocorrer de maneira civilizada.
  • Fracasso é devastador, porque a identidade é encontrada no cargo.
  • As ações são dirigidas pela obrigação.
  • Conflitos são contidos ou ignorados.
  • O foco está no comportamento ortodoxo (fazendo que as pessoas pensem que já tem todas as respostas)

Comunidades da graça

  • Os líderes são vulneráveis.
  • A congregação é confusa.
  • Os encontros são apenas uma parte da vida comunitária.
  • Fracasso é frustrante, mas não devastador, porque a identidade é encontrada em Cristo.
  • As ações são dirigidas pela alegria.
  • Conflitos são expostos.
  • O foco está nos sentimentos do coração (com uma forte visão de pecado e graça)
Nas igrejas orientadas pelo desempenho, as pessoas fingem estar tudo bem porque sua permanência na igreja depende disto. Mas isto é o oposto da graça. A graça reconhece que todos somos pecadores, que estamos todos arrebentados, que estamos em luta. E a graça também afirma que, em Cristo, todos pertencemos, todos obtemos sucesso, somos todos bem-vindos.

Com o que se parece uma comunidade da graça?

Imagine tal igreja por um momento. Aqui está Andrew: ele às vezes vê pornografia porque se esforça para encontrar proteção em Deus. Aqui está Pauline: ela ocasionalmente tem ataques de pânico porque se esforça parar crer no cuidado do seu Pai Celestial. Aqui está Abdul: ele de vez em quando perde a calma porque luta para crer que Deus está no controle. Aqui está Georgina: ela algumas vezes tem acessos de depressão porque luta para crer na graça de Deus. Quando eles se reúnem, aceitam uns aos outros e celebram a graça divina manifestada a eles. Alegram-se porque são todos filhos de Deus através da obra de Cristo. E lembram uns aos outros a verdade na qual cada um deles precisa continuar e mudar. Isto é uma comunidade da graça, uma comunidade da esperança, uma comunidade da mudança.

Fonte: Blog do Ministério “The Resurgence”
http://theresurgence.com/Chester_Communities_Part1

20 janeiro 2009

Verdadeira Grandeza

Então Jesus nos deu um novo modelo de Grandeza. Se você quiser ser importante – admirável. Se você quiser ser reconhecido – admirável. Se você quiser ser notável – admirável. Mas reconheça que aquele que é o maior entre vocês deve ser seu servo. Esta é uma nova definição de Grandeza.
Nesta manhã, o que eu quero dizer é o seguinte: ao dar esta nova definição de Grandeza, ele queria dizer que todo mundo pode ser grande, porque todo mundo pode servir. Você não precisa ter diploma universitário para servir. Você não tem que fazer que concordem com seu discurso para servir. Você não precisar saber sobre Platão e Aristóteles para servir. Você não tem que conhecer a Teoria da Relatividade de Einstein para servir. Você não precisar saber a Segunda Lei da Termodinâmica para servir. Você precisa apenas de um coração cheio de graça, uma alma gerada pelo amor. Você pode ser este servo.

Martin Luther King, Jr

Trecho de seu sermão "The Drum Major Instinct" pregado na Ebenezer Baptist Church, Atlanta, Georgia, em 4 de Fevereiro de 1968