15 julho 2009

½ verdade + ½ verdade = 1 mentira


A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer.
Mario Quintana



ou Abaixo o Chavão

Certamente você conhece uma frase genérica, uma fórmula clássica, ou um chavão do dia-a-dia de sua comunidade, ou dos tele-evangelista que inundam os canais de TV, não?
Mas o que é um chavão? É fácil identificar um. Chavão é o dito, a frase, a expressão ou idéia que já vimos escrita centenas de vezes. Ou que já cansamos de ouvir. Mas o que poucos percebem é que muitas destas expressões que aparentemente estão corretas, nunca são analisadas profundamente.
A cada semana iremos analisar um chavão. O objetivo destes posts será avaliar frases feitas e clichês que escutamos por aí que não são necessariamente verdadeiros nem encontram respaldo nas escrituras.

Segue o primeiro deles:

"Você pode ouvir a Palavra de Deus e pode estudar a Bíblia, mas somente quando o Espírito Santo vem e aviva uma passagem ou passagens da Escritura ao seu coração, queimando-as em sua alma e dando-lhe a conhecer como aplicá-las diretamente à sua situação específica é que Logos se transforma em Rhema."
David Yonggi Cho

Muitos pregadores fazem distinção entre os termos gregos ‘rhema’ e ‘logos’. Porém os termos são sinônimos. Esta diferenciação é uma das falácias da Confissão Positiva. O conceito de confissão positiva e negativa é falso; não se confirma na Bíblia ou na prática da vida cristã.
Quem introduziu essa diferença entre as palavras gregas foi Kenneth Hagin. Ele afirma que logos é a palavra de Deus escrita, a Bíblia e que rhema é a palavra falada por Deus em revelação ou inspiração a uma pessoa em qualquer época, de modo que o crente pode repetir com fé qualquer promessa bíblica, aplicando a sua necessidade pessoal, e exigir seu cumprimento.
Atribuir tanta autoridade assim às palavras de uma pessoa extrapola os limites bíblicos. Além disso, não é verdade que haja essa diferença entre logos e rhema. Deus é Senhor e soberano e nós os seus servos. O Senhor Jesus nos ensinou na chamada Oração do Pai Nosso: "Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu" (Mt 6.10). Essas duas palavras gregas são usadas alternadamente para indicar a Bíblia. A Septuaginta usou o termo 'rhena tou theou', "palavra de Deus", para designar a Bíblia em Isaías 40.8. A mesma expressão reaparece no Novo Testamento grego (1 Pedro 1.25). Isso encontramos também nos escritos paulinos (Efésios 6.17) e, no entanto, encontramos também 'logos tou theou' para designar a Bíblia em Marcos 7.13.
Russel Shedd afirmou que Pedro não fez distinção sobre estes termos em sua primeira carta, capítulo 1:23-25: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra (Logos) de Deus, viva que permanece para sempre. Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra (rhema) do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra (rhema) que entre vós foi evangelizada". Como podemos observar, na mente do apóstolo não havia distinção entre estas palavras. Sendo assim fica desfeita a pretensão daqueles que querem forçar uma interpretação e aplicação errônea destes termos.

2 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Daniel!
PAz!
Otimo texto.
Problema resolvido. Seu link está no Genizah.
Abraço,
Danilo

PS: Ocorre que quando passei a te seguir vc nao tinha o friends conect - presumo - e eu estava anonimo que é o defaut. Agora está oK.

Maxmiler Freitas disse...

Bom, muito bom mesmo!
Serve para acabar com essa teologia da determinação, que tem formado muitos crentes completamente distantes da Palavra de Deus.

Estou seguindo o blog.

http://milerfreitas.blogspot.com/2009/07/que-bom-se-hoje-em-dia-ainda-fosse.html

Fique com Deus!